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Muitas empresas acreditam que pelo fato de manterem uma loja na internet já estão absorvendo os benefícios da transformação digital. Mas elas estão erradas. Explicamos, aqui, a razão

O tema transformação digital é um dos mais relevantes atualmente entre companhias e indústrias em todo o planeta. Afinal, inovação é a palavra de ordem em um cenário que exige cada mais resiliência. Mais do que isso, representa hoje a permanência e a competitividade de empresas no mercado.

A segunda edição do estudo Business Impact Insights, feito pela CI&T em parceria com a Opinion Box, revelou que para 44,2% dos C-levels brasileiros perder clientes é a principal ameaça de não aderir à transformação digital.

Além desse risco, os executivos apontaram perda de competitividade perante o mercado (43%) e perda de eficiência operacional (41%) como outras principais ameaças. Já o impacto positivo da transformação digital traz o efeito inverso para eles, atraindo clientes (51,5%) e aumentando a eficiência operacional (55,6%) e a competitividade no mercado (51%).

No entanto, para Bruno Lucchesi, head comercial da CWS, é preciso desmistificar o tema, já que, para muitos empresários, a digitalização se resume apenas em manter uma loja virtual.

“Colocar uma loja na internet sem digitalizar toda sua cadeia de valor, definitivamente, não vai levar o seu negócio ao patamar digital”, diz. “Isso porque a digitalização da cadeia de valor representa 95% do conceito transformação digital, enquanto o e-commerce apenas 5%, mostrando que ele é só a ponta do iceberg.”

De uma forma geral, o termo “cadeia de valor” engloba áreas e atividades que fazem parte do funcionamento de uma empresa e que, juntas, como o nome já diz, criam “valor” para seus clientes.

Nesse contexto, todos os funcionários devem estar alinhados com os projetos digitais que estão (ou serão) inseridos na organização, a fim de promover a mudança na cultura da companhia, o que ressalta, novamente, que um e-commerce isolado não garantirá mais vendas e lucro sem a transformação total do negócio.

A mudança organizacional faz com que o modelo tradicional, no qual cada funcionário se preocupa apenas com suas atividades principais, evolua para um ecossistema multidisciplinar, de forma que todas as áreas contribuam para entregar valor ao cliente e, ainda, acelerar os projetos.

O mundo caminha para o digital

Oferecer soluções e serviços que atendam o público-alvo no cenário atual deve ser prioridade para empresas e indústrias de todos os setores que querem continuar crescendo e sendo competitivas em seus respectivos mercados, caso contrário, poderão ter o mesmo destino de companhias que sucumbiram na nova era, entre elas Blockbuster, Thomas Cook e Kodak.

Afinal, o mundo está mais conectado e as pessoas estão consumindo mais serviços e produtos digitalmente, sobretudo, pelo smartphone. Os consumidores também têm utilizado o dispositivo móvel no momento de compra na loja; se relacionado com as marcas através de aplicativos de mensagens e redes sociais; e usado o aparelho para fazer suas transações financeiras. O mundo caminha para o digital, como mostra a matéria “Dinheiro em evolução”.

E tudo evolui rapidamente, num piscar de olhos, como aponta uma análise da PHD Ventures, que também projetou a conectividade daqui a poucos anos: entre 2022 e 2025, todo o planeta estará conectado.

“Com o mundo cada vez mais conectado, há urgência na adoção de soluções digitais em todos os negócios. Agora, o relacionamento e as transações estão na palma da mão do seu cliente. Não há mais como fechar os olhos para esse tema”, diz Bruno Lucchesi.

Abrir os olhos e enxergar além do óbvio

Muitas lojas online não têm sucesso no cenário virtual exatamente porque “fecham os olhos” e não vão a fundo em suas iniciativas digitais; enxergam apenas o raso, a ponta do iceberg.

Na prática, isso quer dizer que elas não têm relacionamento digitalizado; pontos de estoque e logística integrados, que garantem entregas mais rápidas, menor custo e maior quantidade de itens disponibilizados; e tampouco se preocupam com o pós-venda digital.

Nesse cenário, a CWS atua para entregar projetos que vão além do óbvio e que promovem reais mudanças, de acordo com o perfil e os anseios de seus clientes – entre eles estão nomes como Saint-Gobain, Marcopolo e Tracbel.

“A dinâmica competitiva mudou. Não basta se diferenciar em questão de produtos e serviços. Agora, é importante que as empresas se tornem relevantes para os clientes”, aponta Rosalvo Piotto, gerente de transformação digital da CWS.

“Não adianta criar um e-commerce se o empresário não sabe como atrair clientes para este canal e se relacionar com ele durante a compra e no pós-venda. Por isso, a necessidade – e a urgência – de digitalizar toda a cadeia de valor e oferecer soluções direcionadas ao seu público-alvo”, ressalta.

Como forma de simplificar o caminho de companhias que miram a digitalização, a CWS conta com equipes especializadas e capacitadas, divididas por núcleos, que criam soluções personalizadas para cada etapa do processo de transformação digital, como desenvolvimento de softwares, automação de processos, tratamento de catálogos, marketing e comunicação, ativação de projetos, entre outros.

“A verdadeira transformação digital, aquela que envolve a companhia como um todo, vem para melhorar o desempenho de empresas, otimizar processos de comunicação, vendas e gestão de estoques, garantindo assim resultados muito mais consistentes”, acrescenta Bruno Lucchesi.

“Por isso, é necessário que o negócio que quer, de fato, se transformar digitalmente, passe por cada fase da transformação de maneira assertiva e sem tropeços no meio do caminho”, diz. Mirar só a ponta do iceberg pode levar o seu negócio ao fundo do mar.

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Redação Autor

Equipe responsável pela produção de matérias, artigos e curadoria de conteúdos e estudos sobre o universo digital.

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