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Um dos maiores distribuidores de insumos agrícolas da América Latina lança sua própria plataforma de marketplace e mostra os benefícios da tecnologia em sua operação

Em um momento em que o digital está em ascensão em diferentes setores da economia, o agronegócio também tem prestado atenção nessa tendência irreversível. Sobretudo, na mudança de comportamento dos produtores, que estão cada vez mais conectados.

O estudo “A mente do agricultor brasileiro”, feito pela consultoria americana McKinsey, apontou que 71% dos agricultores utilizam diariamente canais digitais para buscar informações e solucionar questões relacionadas à fazenda.

Atenta a esse movimento, a Lavoro Agro, um dos maiores distribuidores de insumos agrícolas da América Latina, aderiu ao digital, a fim de se encaixar na nova realidade desses produtores.

Em parceria com a CWS Plataform, há poucos meses a companhia lançou seu próprio marketplace, o Comprelavoro.com.br, integrando os estoques de lojas próprias e de filiais.

Até o momento, 32 lojas já foram inseridas na plataforma, somando cerca de quatro mil produtos disponíveis, com todas as informações necessárias, para o produtor adquiri-los em um clique, sem ter de sair do campo.

“Percebemos que a digitalização estava sendo o movimento natural das coisas, pois traz velocidade, comodidade e mais eficiência para operação”, explica Henry Koibuchi Sakane, Digital Officer da Lavoro. “Lançamos, então, nosso marketplace, mas de maneira coordenada com nosso cliente, buscando sempre focar na melhor experiência que ele pode ter no momento”, comenta o executivo.

Atualmente, duas das onze empresas que compõem o Grupo Lavoro estão inseridas na plataforma. Em 2021, mais lojas se juntarão ao portal. A ideia é que, no futuro, também sejam integrados parceiros.

Mais do que vender online, o intuito principal da empreitada digital é munir seus consultores de vendas com novas ferramentas e estratégias.

“Na nossa visão, mais importante do que medir os pedidos atendidos em si, é ver que estamos com uma adesão cada vez maior do nosso time de vendas. Nosso objetivo não é desenvolver um canal que concorra com eles. Temos uma estratégia integrada e o digital vem para complementar o trabalho do consultor de vendas com seus clientes”, afirma.

A plataforma da Lavoro Agro, reforça ele, não servirá apenas para a geração de novos negócios: será usada como uma importante ferramenta de trabalho dos vendedores no dia a dia. “Isso com certeza nos permitirá fortalecer nosso relacionamento com o cliente, que é nosso protagonista e foco de todas as nossas estratégias.”

Suporte indispensável para os vendedores

Usufruindo de novas estratégias e ferramentas, mesmo com o pouco tempo de atuação digital, a Lavoro Agro já tem percebido mais produtividade e eficiência em sua operação. Entre as funcionalidades da plataforma que a companhia mais tem apostado, duas ganham destaque, entre elas o Chat Commerce.

“Temos um tipo de venda muito consultiva. Cada produtor, em seu momento, tem uma necessidade muito específica e nem sempre ele pode se deslocar para uma loja física. Por esse motivo, canais de comunicações alternativos são fundamentais”, diz o executivo.

Hoje, todos os consultores de vendas das 32 lojas integradas na plataforma operam digitalmente, somando mais de 200 profissionais interagindo diariamente no portal. São consultores que têm se beneficiado também com o Módulo Vendedor, uma ferramenta que propicia que o profissional tenha acesso a todas as informações do produto, de forma remota.

“Essa funcionalidade tem permitido que a venda possa ser feita pelo vendedor em qualquer local, não só na loja física. Além disso, as informações são expostas para o cliente de maneira clara e objetiva, levando mais velocidade e assertividade para fazer seus pedidos”, aprova.

Um caminho sem volta

A compra digital de insumos agrícolas tende a ser maior a cada safra. Segundo o mesmo estudo da McKinsey, que entrevistou mais de 700 agricultores brasileiros, 33% deles já estão dispostos a mudar seu comportamento de compra, migrando, de vez, para o online.

Caminho sem volta no agronegócio

“Embora a infraestrutura ainda seja uma questão a ser resolvida no campo, o cenário vem melhorando muito, principalmente com o momento que estamos passando, o que acelerará a transformação digital e o modo como o produtor rural se relaciona e compra”, aposta Sakane.

Para Luiz Cornacchioni, que atuou durante anos como diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a digitalização deste setor já um caminho sem volta e compara o movimento ao dos bancos tradicionais.

“O setor já opera em plataformas digitais. À medida que melhorar a infraestrutura, mais rápida será a transição. Teremos, na grande maioria, compras feitas digitalmente, seja por aplicativos, portais ou outra ferramenta. A relação será digital. É claro que isso não exclui a relação pessoal, até porque, em algum momento, o contato físico será essencial”, comenta.

“O que ocorre com os bancos, vai ocorrer no campo: as plataformas vão resolver os problemas, mas, vez ou outra, a pessoa terá que conversar com alguém. Mas a tendência é que mais serviços sejam feitos digitalmente”, conclui. A julgar pelas expectativas do setor, a Lavoro Agro está caminhando na direção certa.

Redação Autor

Equipe responsável pela produção de matérias, artigos e curadoria de conteúdos e estudos sobre o universo digital.

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