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A maior conectividade no campo tem servido de impulso para a geração de novos negócios. O cenário favorável lança luz sobre projetos disruptivos, como o da cooperativa Frísia, que almeja construir a maior comunidade do agronegócio do mundo

Ganhar mais produtividade, otimizar processos e reduzir custos estão entre os benefícios da digitalização. E, assim como em outros mercados, o agronegócio também foi atingido com o avanço digital. As inúmeras iniciativas nesse setor e, ainda, as tecnologias embarcadas nos maquinários agrícolas exemplificam a transformação digital no campo.

Para usufruir de tantas inovações, a internet se faz cada vez mais presente. No Brasil, oito empresas, incluindo a TIM, se uniram para viabilizar o ConectarAgro, projeto que visa expandir o acesso à rede em regiões agrícolas.

Até o fim deste ano, cinco milhões de hectares terão cobertura 4G, elevando drasticamente o número de produtores rurais conectados, que já chega a 1,4 milhão, segundo o Censo Agropecuário 2017, divulgado pelo IBGE. Entre 2006 e 2017, o acesso à internet no campo aumentou 1790%.

A empresa CWS.Digital, que já vem desenvolvendo projetos disruptivos em outros setores, irá viabilizar um plano ambicioso no agronegócio: a construção da maior comunidade digital do mundo. O projeto é liderado pela cooperativa mais tradicional do Paraná, a Frísia.

Através da plataforma Super Campo, ela pretende digitalizar, de vez, as transações no agronegócio. “Ofereceremos, em uma única plataforma, acesso a tudo que os produtores rurais, cooperados, prestadores de serviços e clientes precisam”, avisa Emerson Moura, CEO da Frísia.

Assim como em outros projetos da CWS.Digital, o ambiente virtual agregará estoques – neste caso, de revendas -, e conectará vendedores, fabricantes, bancos, empresas de crédito, entre outras, a fim de disponibilizar produtos e serviços pertinentes ao dia a dia de um trabalhador rural.

“Hoje, muitos produtores não conseguem ter acesso à produtos e serviços para atender suas necessidades, sobretudo, na velocidade que seu negócio exige. A Super Campo oferecerá mais facilidade”, diz Moura. “Estar à frente de um movimento como este é garantir a perpetuidade do negócio.”

A julgar pelo mercado americano, a plataforma, de fato, tem potencial gigantesco de crescimento. As vendas de insumos online nos Estados Unidos já atingem 23% dos produtores rurais conectados, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O número é um reflexo do poder do digital hoje, que se mostra mais do que uma tendência. Já é necessidade. “O mundo está totalmente digital. Tudo o que fazemos está, de alguma forma, relacionado a este universo. As operações bancárias são exemplo desse ‘boom’ tecnológico. Quando pensamos no agro, não pode ser diferente”, opina Luiz Cornacchioni, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Entenda o trabalho da CWS.Digital

A CWS.Digital baseia-se em uma plataforma própria para desenvolver jornadas digitais. Os projetos integram estoques e conectam vendedores e compradores, e, ainda, agregam serviços e soluções financeiras e logísticas. O atendimento também é digitalizado, gerando interação personalizada para melhorar a satisfação do usuário.

Para cada projeto, cria-se um ecossistema próprio, com funcionalidades e ferramentas que melhor atendem seu mercado de atuação. O cliente ganha agilidade: pesquisa produtos, compara preços e escolhe onde quer fazer o seu pedido em um único ambiente digital; enquanto o vendedor, eficiência.

Os projetos da CWS.Digital destacam-se, sobretudo, pela relação ganha-ganha: todas as pontas que compõem a cadeia de um determinado mercado garantem porcentagens sobre as vendas. “Nossa missão é digitalizar comunidades. Mas sempre respeitando as hierarquias do setor”, reforça Vinícius Dias, CEO da CWS.Digital, que já levou a digitalização para grandes empresas dos mercados de aftermarket, construção civil, transporte, entre outros.

Conectividade em alta

Num mundo cada vez mais conectado, a digitalização – em qualquer setor – se torna fundamental.  Até 2025, todo o planeta terá acesso à rede, segundo dados da PHD Ventures. Isso significa que o relacionamento e as transações entre empresas e clientes serão totalmente impactados.

Todas as mudanças geradas pelo digital, em especial no campo, têm animado o assessor do Gabinete da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Carlos Henrique Paes de Barros. “Muitas ideias e propostas inovadoras já estão surgindo, e elas vão transformar o setor de agronegócio. É impressionante o que vemos e vamos ver nos próximos cinco anos”, prevê.

Para Emerson Moura, de fato, não há mais como fugir da digitalização. “Não tem mais volta e o mercado precisa se preparar para as mudanças que estão por vir. Esta revolução acontece silenciosamente”, diz. Se depender das iniciativas lideradas pela Frísia e viabilizadas pela CWS.Digital, haverá ainda muito barulho neste setor.

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Redação Autor

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