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Relatório lançado pela Deloitte em parceria com o Fórum Econômico Mundial mostra as mudanças dos modelos operacionais tradicionais com a entrada de ações digitais

É fato que a tecnologia tem colocado em xeque antigas ideias e modus operandis de companhias de diferentes áreas. O setor financeiro não passou incólume nesse cenário.

Foi o que apontou o relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros, produzido pela Deloitte em conjunto com o Fórum Econômico Mundial.

Nele, a transformação digital é objeto de estudo em campos distintos do mercado financeiro, impactando, sobretudo, o relacionamento de empresas com todos seus stakeholders e alterando suas próprias estruturas.

Os mercados já começam a observar os resultados do uso da inteligência artificial para eficiência operacional e, consequentemente, sua contribuição para aumentar a competitividade.

Segundo Sergio Biagini, sócio-líder da indústria de serviços financeiros da Deloitte, a tecnologia está remodelando rapidamente os atributos necessários para um negócio de sucesso em serviços financeiros.

“No futuro, essas instituições serão construídas com base nos dados e na capacidade de alavancá-los. Novos modelos de negócio estão emergindo, nos quais o compartilhamento de dados é fundamental para o sucesso competitivo e os primeiros a fazerem esse uso se diferenciarão, oferecendo melhores serviços, por meio de uma presença constante e customizações”, ressalta.

“As empresas que permanecerem estagnadas vão acabar descobrindo que suas antigas forças podem não mantê-las tão competitivas quanto antes”, diz Biagini.

O relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros identifica nove importantes insights que demonstram como a tecnologia está desenvolvendo novas formas de estrutura, que podem ser combinadas com antigas e novas capacidades.

Centros de custo x Centros de lucro

As instituições transformarão as operações de back-office, a partir da inteligência artificial, com o objetivo de acelerar o processo e também diminuir custos.

Um novo campo de batalha para fidelização de clientes

A Inteligência artificial (IA) está dando origem a um novo conjunto de fatores relevantes como, por exemplo, a capacidade das empresas de otimizar os resultados financeiros adaptando, recomendando e aconselhando os clientes, de forma a criar mais vínculo e mais assertividade em suas respostas. As instituições passarão a oferecer uma consultoria diferenciada, melhorando assim o desempenho.

Autonomia no setor financeiro

As experiências futuras dos clientes serão centradas na inteligência artificial, que irá automatizar grande parte da vida financeira deles e melhorar seus resultados financeiros. Os indivíduos irão interagir cada vez mais com uma única plataforma ou agente de consultoria que fornecerá recomendações personalizadas sobre os tipos de produtos e serviços com os quais eles devem se envolver. Isso ocorrerá com base em dados e algoritmos que automatizarão a maioria das decisões rotineiras dos clientes.

Soluções coletivas para problemas compartilhados

Enquanto a IA apresenta mais possibilidades de competição, também, por meio do compartilhamento de dados, demonstra-se um forte mecanismo para apoiar outras atividades dentro das empresas. Um dos fatores nos quais a IA auxilia as companhias é na prevenção de fraudes. As soluções por meio de análise de dados compartilhados aumentam a precisão e o desempenho na busca por segurança do sistema financeiro.

Divisão da estrutura de mercado

Como a IA reduz os custos de P&D, as empresas serão impulsionadas aos extremos dos mercados, com o objetivo de ampliar os retornos para os grandes players e também criar novas oportunidades para os pequenos, que representam nichos específicos e que possuem características mais inovadoras.

Complexa alianças de dados

Em um ecossistema onde todas as instituições estão disputando a diversidade de dados, a gestão de parcerias com outros players e potenciais concorrentes será fundamental, apesar de repleta de desafios estratégicos e operacionais.

O poder dos reguladores

As regulamentações que regem a privacidade e a portabilidade dos dados moldarão a capacidade das instituições de implementar a IA tornando-se tão importante quanto as regulamentações tradicionais para o posicionamento competitivo das empresas.

Adaptação de estratégias de talentos

A transformação de talentos será o item mais desafiador na implementação da inteligência artificial nas instituições, colocando em risco o posicionamento competitivo das empresas que falharem nesse processo de transição.

Novos dilemas éticos

A IA exigirá uma avaliação conjunta de princípios e técnicas de supervisão para abordar as questões éticas e as incertezas regulatórias que estão impedindo as companhias de adotarem as capacidades de inteligência artificial.

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